A reunião do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), com a cúpula da PF (Polícia Federal) às vésperas da data em que a corporação deve entregar ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, o material completo de citações a integrantes da Corte no caso Master causou incômodo e ampliou a tensão dentro do tribunal.
Uma ala da Corte tem creditado a esse encontro, ocorrido na terça-feira (6), a motivação principal para a decisão do ministro Luiz Fux de determinar a entrega da íntegra do inquérito das fake news e outras investigações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a seu gabinete em 48 horas – ordem que acabou barrada por Fachin nesta sexta (9).
No julgamento sobre abertura de investigação contra Moraes, Fux citou a existência de uma “PF paralela” que estaria monitorando o ministro André Mendonça, até então relator do caso Master. Luiz Fux também votou a favor de afastar Andrei Rodrigues do comando da corporação.
Por isso, segundo relatos de pessoas próximas a Fux, ele teria ficado incomodado com a reunião, fora da agenda, de Moraes com Rodrigues e os diretores de Divisão de Crime Organizado, Dennis Cali, e de Inteligência, Leandro Almada – que também teve voto de Fux para ser retirado do posto.
G1













