Os candidatos Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) escolheram assuntos diferentes para tentar ampliar a rejeição ao adversário na reta final do segundo turno. Enquanto o senador concentra parte dos discursos na segurança pública e no custo de vida, o presidente recupera episódios do governo de Jair Bolsonaro, especialmente a atuação durante a pandemia de covid-19.
Os dois também exploram questionamentos envolvendo pessoas próximas ao concorrente. A intenção é alcançar o eleitor que ainda não decidiu o voto ou que deixou de comparecer às urnas no primeiro turno.
Flávio tem colocado a segurança pública no centro de suas críticas ao governo Lula. O senador defende mudanças na legislação penal, incluindo a redução da maioridade penal para 14 anos em casos de crimes hediondos, e promete ampliar o combate às organizações criminosas. A avaliação política por trás desse discurso é que a preocupação com a violência pode pesar na decisão de eleitores que não se identificam integralmente com nenhum dos dois candidatos.
Já Lula tem recorrido à memória da pandemia para atingir Flávio por meio do histórico político do pai, Jair Bolsonaro. O presidente relembra a postura do ex-presidente em relação às vacinas, o incentivo ao uso de medicamentos sem eficácia comprovada contra a Covid-19 e os embates com governadores durante a crise sanitária. Ao trazer o assunto de volta à campanha, Lula procura colocar em discussão não apenas as decisões do governo anterior, mas o modelo de gestão que Flávio representa.
CNN BRASIL













