Erwin Bankowski, de 50 anos, e sua filha, Karolina Bankowski, de 26, venderam mais de 200 obras de arte falsificadas para casas de leilão e galerias nos Estados Unidos. Nesta semana, pai e filha se declararam culpados em um tribunal federal pela operação do esquema. As obras de arte foram atribuídas a artistas de renome do mundo da arte, como Andy Warhol, Banksy e Pablo Picasso, o que pode lhes render até 20 anos de prisão. Além disso, eles também falsificaram pinturas de artistas nativos estadunidenses, o que poderá lhes custar penalidades especiais.
Você, leitor, deve estar se perguntando: como as casas de leilão e as galerias foram enganadas? Como os compradores não notaram que as obras eram falsas? Na verdade, os Bankowskis não forjaram apenas as pinturas, mas também os documentos que comprovaram a sua procedência.
Muitas pinturas constavam como pertencentes a coleções particulares, expostas em galerias fechadas ou propriedades de empresas extintas. Em alguns casos, a dupla consultou livros antigos para falsificar certificados de autenticidade em papel envelhecido e, assim, dificultar as tentativas dos negociantes de verificar o passado dos quadros de arte.
Em comunicado, James C. Barnacle Jr., do Federal Bureau of Investigation (FBI), afirmou que pai e filha “não apenas venderam arte falsificada: eles minaram a confiança, exploraram os compradores e tentaram lucrar com a fraude”. A enganação foi ainda mais proveitosa quando atingiu pessoas sem experiência e sem vínculos com o mundo da arte.









