Ao longo de todo o mês, mobilização em Delmiro Gouveia conta com oficinas e palestras voltadas ao acolhimento e à dignidade na saúde mental.
Uma caminhada em defesa da vida, da escuta qualificada e da dignidade humana marcou as atividades desta segunda-feira (18) em Delmiro Gouveia. A iniciativa, organizada pelo Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), reuniu profissionais da saúde, usuários e a comunidade local para pautar a importância do cuidado em liberdade e o respeito aos direitos das pessoas em sofrimento psíquico.
O ato público faz parte de um cronograma mais amplo que se estende por todo o mês. Diversas frentes de atuação, incluindo palestras informativas e oficinas terapêuticas, vêm sendo conduzidas com o objetivo de conscientizar a população e desmistificar os estigmas que historicamente cercam os transtornos mentais.
A mobilização promovida pelo CAPS traz para o cenário local o debate sobre os rumos da assistência psiquiátrica. O movimento busca contrapor o modelo de isolamento e abandono que caracterizou os antigos manicômios no Brasil, defendendo um tratamento humanizado, comunitário e inserido na sociedade.

Durante os encontros e debates promovidos nas oficinas deste mês, as equipes técnicas evidenciam que o tratamento eficaz se baseia no acolhimento e na garantia de direitos, desvinculando a ideia de assistência médica de qualquer prática de segregação.
A caminhada deste dia 18 simbolizou a união de esforços para que o atendimento em saúde mental seja cada vez mais inclusivo. Os participantes levaram faixas e cartazes destacando que a escuta atenta e o respeito à individualidade são ferramentas fundamentais no processo de reabilitação e integração social.









