As mortes de dois policiais civis dentro de um veículo em Delmiro Gouveia chocaram todo o estado de Alagoas nessa quarta-feira (20). Yago Gomes Pereira, 33, e Denivaldo Jardel Lira Moraes, 47, foram baleados na cabeça pelo colega de farda Gildate Góes Moraes Sobrinho, 61, preso momentos depois na residência da companheira na cidade sertaneja. O caso está sob investigação.
Em depoimento logo depois da detenção, Gildate Góes disse que ele e os outros dois policiais estavam em serviço no município de Piranhas e depois pararam em um estabelecimento para consumir bebidas alcoolicas após convite de Yago Gomes. Os três teriam pedido seis rodadas de um chopp artesanal com alto teor de álcool. Depois, os colegas decidiram retornar para Delmiro Gouveia.
Gildate Góes alegou que não estava em condições de assumir o volante e pediu para Yago Gomes dirigir o veículo. O policial disse que sentou no banco traseiro, atrás do banco do carona, e os colegas ficaram na parte da frente. Depois, ele contou que não se recorda do momento em que efetuou disparos contra os dois, apenas disse que tem a lembrança de ter andado a pé por ruas da cidade de Delmiro até chegar a Igreja Matriz, onde conseguiu se situar e ir ao endereço onde passaria a noite.
Gildate Góes admitiu em depoimento que desembarcou do carro onde as duas mortes aconteceram e seguiu a pé até a casa da companheira, no bairro Palmeirão, onde dormiria. Ele foi capturado durante a madrugada, enquanto estava deitado em um dos quartos da residência.
Na ocasião, o policial civil foi perguntado sobre a arma da corporação e apresentou aparente estado de embriaguez, com dificuldades para se expressar de forma clara, estando ainda com um tênis e uma meia na mão, sendo que o calçado apresentava marcas semelhantes a sangue. Ele repetia que não sabia o que estava acontecendo e, ao ser questionado sobre as vítimas, afirmou não ter conhecimento dos fatos.
Gildate Góes declarou que, como de costume, colocou a arma, uma pistola calibre .40, por cima de um guarda-roupa. Em seguida, ele disse ter sido surpreendido pela ação da Polícia Militar, que entrou no imóvel e lhe deu voz de prisão.









