Em São Gonçalo, um homem descobriu que o corpo de sua mãe, que seria exumado, foi substituído por um cadáver masculino. O desaparecimento da ossada de Vera Lúcia Ribeiro da Silva aconteceu no Cemitério Municipal São Miguel, um dos principais da cidade da Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
Seu filho, Alexandre Ribeiro da Silva, de 54 anos, levou o caso à polícia e registrou a ocorrência no último dia 15 de maio. Nesta-sexta-feira, a administração do cemitério informou que em 2024 outro cadáver foi sepultado na mesma cova. O caso é investigado pela 72ªDP (Neves/São Gonçalo).
— Ela morreu em 2022. Até o enterro, tudo aconteceu normalmente. Anotamos o número do jazigo, assim como a administração do cemitério registrou. Fomos informados de que teríamos que voltar dali a três anos. Em março de 2025, eu retornei. Quando chegamos, um funcionário subiu num andaime, foi até a gaveta, que fica na parte de cima, e disse que o corpo dela ainda estava com matéria e que ainda não era possível fazer a exumação. Ele perguntou: “Você quer ver?” Como era um funcionário informando, eu disse que acreditava nele e que não queria vê-la naquele estado.
Ele, então, fechou a gaveta e disse para voltarmos à administração para marcar para um ano à frente. A todo momento eu dizia que era o corpo da minha mãe. Ela era espírita. Então, enterramos cmo um vestido branco. O corpo que encontramos lá era de alguém de calça, blusa e com uma arcada dentária com aparelho nos dentes — relata Alexandre Ribeiro da Silva.
O filho, de 54 anos, ia proceder com a exumação do corpo para levar os restos mortais de Vera Lúcia para o Cemitério Parque da Paz, em Niterói. Ele e funcionários do cemitério São Miguel voltaram a livros de registro de sepultamentos dos últimos três anos. Nesta semana, houve a constatação de que a administradora do cemitério permitiu que outro corpo, em 2024, fosse enterrado onde sua mãe foi sepultada dois anos antes.









