Manifestantes que participaram do ato convocado pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) pediram um ataque nuclear do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Brasil. “Trump, jogue uma bomba nuclear no Brasil” (“Trump nuke Brazil”, na tradução livre), escreveram os bolsonaristas em um míssil inflável carregado pela Avenida Paulista neste domingo (18/10).
Durante o ato, apoiadores também exibiram bandeiras dos Estados Unidos e de Israel, embora a organização do evento tenha pedido para que os símbolos de países estrangeiros fossem evitados
A manifestação de Flávio Bolsonaro reuniu 71,9 mil pessoas na Avenida Paulista, região central de São Paulo, no horário de pico. A contagem do público é realizada pelo Monitor do Debate Político, grupo de pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) e do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) com a ONG More in Common.
Durante o ato deste domingo, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumprimentou apoiadores e dançou músicas com letras críticas ao adversário. Flávio também fez uma breve fala antes do encerramento do ato. Ele afirmou que pouparia a voz para o debate com Lula, marcado para a noite deste domingo.
“Quero vocês na televisão assistindo ao debate, onde eu vou ter a oportunidade de esfregar os crimes que ele cometeu contra a nossa nação”, disse Flávio sobre Lula. “O Brasil está sem presidente, mas é por pouco tempo, porque Flávio Bolsonaro está chegando”, acrescentou antes de repetir o slogan “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, consagrado pelo pai.
Além de Flávio, também estiveram presentes o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e os senadores recém-eleitos, Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), além de Lucas Pavanato (PL) e Eduarda Campopiano (PL), que conquistaram, respectivamente, vagas à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa de São Paulo em 2026.
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