A fé católica e a disputa pelo poder voltaram a se cruzar no centro do debate eleitoral brasileiro. Em Aparecida, no interior de São Paulo, a Basílica de Nossa Senhora Aparecida, maior santuário católico do país, consolidou-se não apenas como destino de milhões de romeiros, mas também como um espaço simbólico disputado por candidatos que buscam conquistar a confiança de eleitores religiosos.
Na reta final do primeiro turno das eleições de 2026, a devoção à Padroeira do Brasil ganhou destaque após a circulação de publicações que associavam o senador Flávio Bolsonaro (PL) a uma suposta intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. O candidato negou a informação, mas a controvérsia provocou reações de adversários políticos, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e repercussões na Justiça Eleitoral.
O episódio evidenciou como símbolos religiosos podem assumir protagonismo em uma disputa política marcada pela polarização. Mais do que manifestações de fé, visitas a templos, participação em celebrações e referências a figuras religiosas podem funcionar como estratégias para estabelecer vínculos com diferentes segmentos do eleitorado.
A Basílica de Aparecida ocupa posição especialmente relevante nesse cenário. Além da importância espiritual para os católicos, o santuário reúne fiéis de diferentes regiões do país e concentra grande atenção pública, sobretudo durante as celebrações de 12 de outubro, data dedicada à Padroeira do Brasil.
G1













