A campanha negativa deflagrada pelo PT já na noite de terça-feira (13), explorando a ausência de Flávio Bolsonaro (PL) nos debates do segundo turno, foi determinante para que o candidato do PL revisse, em menos de 12 horas, sua decisão e anunciasse a presença no embate promovido pela Band. Muito embora não tenha sido o único fator.
A percepção entre aliados do centrão e também dentro do bolsonarismo foi a de que deixar o presidente Lula falando sozinho para uma cadeira vazia seria um risco que Flávio não poderia correr em um momento em que assiste a uma intensa mobilização petista nas ruas e nas redes.
Nos últimos dias, após o PT realizar manifestações pró-Lula marcadas por ampla presença de apoiadores e também se mobilizar no campo digital no que foi chamado de “Exército do Lula”, a campanha de Flavio vem sofrendo críticas do próprio campo bolsonarista.
Elas dizem basicamente que a campanha passou a discutir a composição e as medidas de um eventual governo Flávio antes de vencer, deixou de mobilizar apoiadores e assiste parada ao adversário pautar a agenda nacional. Afirmam ainda que a campanha se limita a explorar o antipetismo e a desmentir fake news e que é preciso reorganizar a estratégia para a reta final.
Um dos que vêm fazendo publicamente essas críticas é o jornalista Paulo Figueiredo, braço-direito de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. “Estou escrevendo o roteiro de mais um Paulo Figueiredo Show e, como sempre, não tenho um assunto bom do Flávio Bolsonaro, um corte, uma fala boa, uma pauta dominante. É como se não existisse campanha… Alguém tem alguma sugestão? Sério”, escreveu Figueiredo em sua rede social na manhã de ontem.
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