Ao longo das últimas semanas de campanha de Flávio Bolsonaro (PL) tem investido em referências religiosas em seus discursos ao defender que está preparado para assumir o comando do Planalto e ao associar sua trajetória política a um suposto “propósito” de Deus para o Brasil.
O tom aparece tanto em declarações sobre a própria fé quanto na aproximação com lideranças religiosas. Flávio tem se reunido de forma frequente especialmente com pastores e representantes evangélicos e passou a incorporar expressões como “Deus me honrar”, “propósito” e “Deus está me preparando” ao falar sobre sua candidatura.
Em agenda em Recife, Pernambuco, na última quarta-feira (16), ao prometer mudanças na composição do STF (Supremo Tribunal Federal), Flávio afirmou: “Se Deus me honrar, e vai honrar, nós vamos poder colocar, se não quatro, mas cinco ministros no STF, já contando com Alexandre de Moraes fora”.
Na mesma transmissão, Flávio afirmou que “Deus usa as pessoas” para transformar a vida de outras. O candidato também voltou a dizer que está “mais do que preparado” para ser presidente e citou sua trajetória política e a influência que teve, direta ou indiretamente, nas decisões do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Ao explicar por que considera estar preparado para ocupar o Planalto, Flávio usou novamente uma frase de tom religioso: “Olho para trás hoje e percebo que Deus está me preparando há 24 anos para ser presidente do Brasil”.
A aproximação com o eleitorado religioso não é de agora. Como primeiro ato público após ser anunciado o escolhido pelo pai a disputar a Presidência, Flávio foi a um culto da igreja Comunidade das Nações, em Brasília, no final do ano passado.
As conversas com lideranças religiosas continuaram ao longo dos meses, inclusive com católicos. No final de junho, ainda na pré-campanha, Flávio participou de uma romaria em Trindade, Goiás, e foi recebido no Santuário Basílica do Divino Pai Eterno.
CNN BRASIL












