A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu preventivamente, na noite da ultima terça-feira (7/7) e nesta quarta-feira (8/7), duas mulheres suspeitas de planejar e matar um homem durante falso piquenique em Patos de Minas, no Alto Paranaíba. A vítima, de 51 anos, estava desaparecida desde abril e foi encontrada um mês depois em uma área rural do município.
A investigação, realizada com o apoio da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), foi batizada de Operação Latrodectus — em referência ao nome científico da aranha viúva-negra, que mata o parceiro após o acasalamento. De acordo com as corporações, o crime começou a ser planejado cerca de um mês antes da execução.
Desentendimentos provocados por por promessas de aquisição de bens por parte do homem motivaram o assassinato.
Execução do crime
A principal suspeita do crime atraiu a vítima para um encontro sob a falsa proposta de um piquenique. Ela pediu ao homem para que o encontro não fosse comunicado a outras pessoas. Para colocar o plano em prática, ela contou com a ajudante — uma amiga. No local, a dupla realizou o consumo de bebida alcoólica em contexto de brincadeira, mas aplicaram substância sedativa (Clonazepam) na bebida do companheiro com o objetivo de diminuir a resistência.
Após ingerir a mistura adulterada, o homem teve um forte mal-estar. Aproveitando-se da vulnerabilidade dele, as mulheres o levaram até a margem de um córrego e submergiram à força a cabeça da vítima, provocando a morte por afogamento.
O corpo do homem ficou desaparecido por cerca de um mês, sendo localizado pela polícia no dia 27 de maio no bairro Barreiro, zona rural de Patos de Minas.
Com as provas “robustas”, a Justiça decretou a prisão preventiva das duas mulheres por homicídio qualificado por motivo torpe. Enquanto a namorada responde pela execução direta, a amiga foi indiciada por instigar e arquitetar o plano de dopagem.
Ambas se mantiveram tranquilas no momento da abordagem policial e foram transferidas para o Presídio de Presidente Olegário, no Alto Paranaíba, onde permanecerão à disposição do Poder Judiciário.









